quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Fotojornalismo Uma introdução à história, às técnicas e à linguagem da fotografia na imprensa

O fotojornalismo é uma actividade singular que usa a fotografia como um veículo de observação, de informação, de análise e de opinião sobre a vida humana e as consequências que ela traz ao Planeta. A fotografia jornalística mostra, revela, expõe, denuncia, opina. Dá informação e ajuda a credibilizar a informação textual. Pode ser usada em vários suportes, desde os jornais e revistas, às exposições e aos boletins de empresa. O domínio das linguagens, técnicas e equipamentos fotojornalísticos é, assim, uma mais-valia para qualquer profissional da comunicação.

Há vantagens em estudar fotojornalismo nas universidades e demais escolas onde se ensina comunicação. Em primeiro lugar, como se disse, dominar as linguagens, técnicas e equipamentos fotográficos permite a qualquer profissional da comunicação usar expressivamente a fotografia, num mundo em que crescentemente
se lhes exige a capacidade de dominarem as técnicas e linguagens de diferentes meios (inclusivamente devido à concentração das empresas jornalísticas em grandes grupos multimediáticos). Em segundo lugar, a fotografia digital e os progressos nas telecomunicações e na informática trouxeram ao fotojornalismo grandes
potencialidades no que respeita à velocidade, à maneabilidade e à utilização da fotografia em diferentes meios e contextos.

Este pequeno livro é, em consequência, dedicado a todos aqueles que desejam compreender e dominar os princípios básicos do fotojornalismo, profissão que há mais de um século tem fornecido à humanidade a capacidade de se rever a si mesma e de contemplar representações do mundo através de imagens chocantes,
irónicas, denunciantes, empáticas ou simplesmente informativas.

Em especial, é dedicado aos estudantes de jornalismo e comunicação, pois entre eles estão os jornalistas e fotojornalistas de amanhã. É objectivo deste livro contribuir não só para valorizar o fotojornalismo na Academia mas também para compensar as lacunas existentes no panorama editorial em língua portuguesa. O fotojornalismo ajuda a vender jornais e revistas, leva milhões de pessoas a exposições e fornece ao mundo foto-livros de qualidade, beleza, interesse e potencial informativo extraordinários. Pode-se, assim, classificar como injusto que uma actividade tão interessante, multifacetada e com tanto impacto como é o fotojornalismo não adquira um relevo correspondente, quer nas universidades, quer entre os editores.

O presente livro é uma obra de iniciação ao fotojornalismo para explorar, preferencialmente, com o auxílio de um professor. Tanto quanto possível é orientado para a prática. Em consequência, não se deve procurar aqui profundidade teórica. É também um livro mais orientado para a linguagem fotográfica do que para técnicas, equipamentos e trabalho laboratorial. A qualidade, performance e facilidade de utilização das modernas máquinas fotográficas e do software de tratamento de imagem torna mais importante conhecer e dominar as linguagens do que os equipamentos.

Acabo este prólogo como o iniciei: a compreensão da linguagem fotográfica e da sua aplicação no campo do fotojornalismo abre novas capacidades expressivas ao estudante de jornalismo e comunicação e dá-lhe um trunfo profissional. Se este livro contribuir para abrir novos caminhos aos futuros jornalistas e comunicólogos, então o esforço que conduziu à sua publicação terá valido a pena.

Texto de: Jorge Pedro Sousa
Publicado em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/sousa-jorge-pedro-fotojornalismo.pdf

Contato

Professor da Disciplina:

Prof. Dr. Francisco Machado Filho

E-mail: fmachado@faac.unesp.br

Telefones do Departamento:
(14) 3103-6063 / (14) 3103-6066

Contato dos editores do Blog:

Plano de Aula

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

FACULDADE DE ARQUITETURA, ARTES E COMUNICAÇÃO

PROGRAMA DE ENSINO
01
UNIDADE UNIVERSITÁRIA

FACULDADE DE ARQUITETURA, ARTES E COMUNICAÇÃO

CURSO

COMUNICAÇÃO SOCIAL

HABILITAÇÃO

JORNALISMO

DEPARTAMENTO RESPONSÁVEL

comunicação social



DISCIPLINA
CÓDIGO
TERMO

introdução ao jornalismo

3000

OBR./OPT
PRÉ/CO/REQUISITOS
ANUAL/SEM.
OBR.

SEMESTRAL
CRÉDITO
CARGA HORÁRIA TOTAL
DISTRIBUIÇÃO DA CARGA HORÁRIA
02
30
TEÓRICA
PRÁTICA
TEO./PR.
OUTRAS
30



NÚMERO MÁXIMO DE ALUNOS POR TURMA:
50


EMENTA

Abordagem do universo jornalístico e as suas variadas inserções na sociedade atual, apresentando os aspectos funcionais, operacionais, ideológicos e sócio-político-econômico-culturais.


OBJETIVOS

 Definir criticamente os meios de Comunicação Social (mídias impressa, eletrônica e digital).

Compreender o papel das mídias (impressa, eletrônica e digital) na atualidade.
Compreender o processo de produção da informação jornalística.
Discernir as diferentes funções do jornalista e a estrutura comunicacional.


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO – PLANO DE AULA

 - 28/02 – Apresentação do plano de ensino e atividades previstas no semestre

- 06/03 – História do Jornalismo – A historia social da mídia – o contrato social entre o público e o jornal – O papel do jornalismo atual – Atividade em grupo Estrutura de cargos nos principais veículos de mídia em Bauru

- 13/03 – Natureza jornalística na mídia: impressa

- 20/03 – Natureza jornalística na mídia: eletrônica Rádio e TV (Visita ao Laboratório de TV ou à TV Unesp)

- 27/03 – Natureza jornalística na mídia: Digital

- 03/04 – Introdução ao Fotojornalismo – Atividade prática

- 10/04 – A Assessoria de Comunicação – Participação de palestrantes convidados.

- 17/04 – Perfil desejado do jornalista atual – Introdução à deotonlogia do jornalismo.

- 24/04 – Gêneros e formatos jornalísticos – Manuais de redação

- 08/05 – Apresentação do trabalho em grupo

- 15/05 – Principais técnicas jornalísticas na construção da reportagem/entrevista

- 22/05 – A Produção de pauta jornalística

- 29/05 – Trabalho em grupo: produção de pauta para realização de material jornalístico

- 05/05 – Acompanhamento dos trabalhos em produção

- 12/06 – Apresentação dos produtos realizados

- 19/06 – Os padrões de manipulação na grande imprensa

- 26/06 – O futuro do jornalismo - Blogs jornalísticos

- 03/07 – Avaliação final



METODOLOGIA DO ENSINO

 Aulas expositivas.

Recursos audiovisuais.
Conferências com especialistas da área de Comunicação (envolvendo profissionais, estudiosos e pesquisadores).



CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

    Avaliação de trabalhos individuais.

Avaliação de trabalhos em grupo.





BIBLIOGRAFIA BÁSICA


ABRAMO, P. Um trabalhador da notícia. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 1997.

ALTMAN, F. (org.). A arte da entrevista: uma antologia de 1832 aos nossos dias. São Paulo: Scritta, 1995.

BARDAWILL, J. C. O repórter e o poder. São Paulo: Açegro, 1999.

GARCIA, A. Nos bastidores de notícia. 9. ed. São Paulo: Globo, 1991.

FUSER, I. (org.). A arte da reportagem. V. 1. São Paulo: Scritta, 1996.

NOBLAT, R. A arte de fazer um jornal diário. São Paulo: Contexto, 2002.

ROSSI, C. O que é jornalismo. São Paulo: Brasiliense, 1980.

ROSSI, C. Vale a pela ser jornalista? São Paulo: Moderna, 1986.

TRAVANCAS, I. S. O mundo dos jornalistas. São Paulo: Summus, 1993.

WAINER, S. Minha razão de viver: memórias de um repórter. Rio de Janeiro: Record, 1988.


_________________________                                                        Data:   06/11/2009
Professor Responsável
Angelo Sottovia Aranha


Conselho de Curso de Graduação
Comissão Permanente de Ensino

Data de Aprovação:          /         /


(carimbo do Coordenador do Curso)



Data de Aprovação:          /         /


(carimbo do Presidente da Comissão Permanente de  Ensino)

Considerações gerais sobre jornalismo na web

O aparecimento de novos meios de comunicação social introduziu novas rotinas e novas linguagens jornalísticas. O jornalismo escrito, o jornalismo radiofónico e o jornalismo televisivo utilizam linguagens adaptadas às características do respectivo meio.

Com o aparecimento da internet verificouse uma rápida migração dos mass media existentes para o novo meio sem que, no entanto, se tenha verificado qualquer alteração na linguagem. O chamado "jornalismo online"não é mais do que uma simples transposição dos velhos jornalismos escrito, radiofónico e televisivo para um novo meio.

Mas o jornalismo na web pode ser muito mais do que o actual jornalismo online. Com
base na convergência entre texto, som e imagem em movimento, o webjornalismo pode explorar todas as potencialidades que a internet oferece, oferecendo um produto completamente novo: a webnotícia.
Este artigo pretende identificar potencialidades do webjornalismo a partir de uma aproximação às linguagens utilizadas pelos actuais meios: jornal, rádio e televisão.

Leia mais em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/canavilhas-joao-webjornal.pdf

Texto de: João Messias Canavilhas
Universidade da Beira Interior

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Glossário Rádio

Abertura: Início dos programas ou dos trabalhos de uma estação de Rádio ou Tv. O tema (musical) de um respectivo programa ou a introdução feita pelo locutor, é conhecido também como abertura.

Acústica: Estudo do som, sua natureza e características.


Acorde: Som usado para separar as manchetes das notícias. 


Alcance: Distância aonde chega o sinal da emissora. Na mesma emissora, ele é variável, quer pela diferente qualidade dos receptores, quer por condições de recepção. 
O alcance depende também da faixa de freqüência, do horário de recepção e da potência que a emissora usa naquele momento.


Ambiente: Sons que dão idéia do local da transmissão. Podem ser ouvidos ao fundo de narrações, de entrevistas ou isolados em pequenos trechos no meio das matérias. Som ambiente.
Alto falante: Aparelho que transforma energia elétrica em energia acústica. Em cidades do interior os serviços de alto-falante se transformam em verdadeiras emissoras de rádio prestando serviços à comunidade.
Amarrar informações: Ligar todos os dados levantados em uma matéria, de forma ordenada e disciplinada, para que não fique solta, frouxa.


Amplificação: Processo do aumento do nível de um sinal específico (tensão ou corrente elétrica) através de determinado sistema de transmissão ou de recepção. Visa a reduzir, dentro dos parâmetros de uma qualidade preestabelecida, os ruídos e distorções.


Amplificador: Circuito, equipamento e sistema que efetuam a amplificação através de determinado sistema de recepção ou transmissão.


AM: Sigla de Amplitude Modulada. Sistema de transmissão de sinais eletromagnéticos realizados através da modulação da amplitude (ou comprimento) das ondas, em freqüências que variam de 550 a 1600 Khz. 
As faixas de OM (Ondas Médias), OT (Ondas Tropicais) e OC (Ondas Curtas) adotam esse tipo de modulação.


Âncora: Comunicador que comanda um programa ou uma cobertura, cabendo lhe a chamada de repórteres, entrevistas ao vivo ou por telefone, emissão de comentários, interligação de assuntos ou de aspectos de um assunto. 


Agência de Notícias: Empresas nacionais e internacionais que produzem e fornecem matérias jornalísticas por meios diversos de transmissão (rádio, TV, internet, teletipo) aos seus assinantes, empresas de comunicação pública ou privada.


Ângulo: O lado pelo qual uma informação jornalística pode ser abordada a partir de diferentes pontos de vistas.


Agente: Pessoa que representa os artistas junto às empresas de comunicação.


Ao vivo: Transmissão feita no momento exato do acontecimento.


Apresentador: Profissional que apresenta as atrações dos programas de entretenimento ou jornalístico. Pode atuar também como animador realizando entrevistas, organizando debates e etc.


Apagador: Aparelho que cria um forte campo magnético para apagar gravação.


Apuração: Levantamento, investigação dos detalhes de um acontecimento visando transformá-lo em notícia.
Segundo Kipling a apuração deve responder as seguintes questões:
A) o que ocorreu? B) por que ocorreu? C) quando ocorreu? D) onde ocorreu? E) como ocorreu? F) quem se envolveu na ocorrência?


Arquivo: Material antigo catalogado que serve como referência para complementar a cobertura de um acontecimento atual. Os arquivos podem ser impressos, gravados em fitas (imagens e sons) ou armazenados no disco rígido do computador. 


Audiência: Conjunto de pessoas que estão sintonizando ou assistindo o mesmo programa.


Audímetro: Aparelho que mede a audiência. Permanece ligado no rádio ou na TV dos ouvintes e registra a quantidade de emissoras que estão sintonizadas. Contudo para medir com mais precisão a audiência é necessária uma pesquisa de campo entrevistando um grande universo de pessoas.


Barreiras Verbais: As barreiras podem prejudicar o entendimento da mensagem, confundir a audiência e os participantes de um programa jornalístico.
 Barreiras que põe em dúvida a fala do interlocutor ou do jornalista entrevistador:
Está entendendo? Está ouvindo? Está acompanhando o raciocínio? 
 Barreiras que se repetem durante a fala de entrevistado.
Sabe como é? Aí eu peguei e disse. Isso não é nada e tal e coisa.
 Barreiras que fazem referência às raças e nacionalidades com tom pejorativo.
Judeu turco gringo neguinho caipira polaco papa-goiaba
 Barreiras com credo político.
Comunista entreguista nacionalista reacionário
 Barreiras que interrompem a fala do entrevistado ou do entrevistador.
Nossa! Puxa vida É? Incrível
 Barreiras que usam tratamento familiar por parte do entrevistado e do entrevistador.
Você o senhor meu velho meu irmão meu amor meu chapa
 Barreiras que se referem os defeitos ou características físicas.
Caolho tampinha pintinho gaguinho
 Barreiras como os insultos mesmo que por brincadeira.
Pilantra sacana boa vida malandro
 Barreiras dos cumprimentos inoportunos.
Salve oi, ouvintes alô, cambada•.
 Barreiras como às saudações exageradas.
Como vai esta figura ilustre? Como vai essa inteligência brilhante? 
 Barreiras como às interferências flagrantes. 
Você está louco Mentira! Ah!Esta eu quero ver Feche a boca
 Barreiras com apelos a terceiras pessoas.
Este aqui é o fulano que não deixa mentir. Falou-se que......
Background: Música, vozes ou ruídos usados ao fundo de uma transmissão. O mesmo que BG (bege). 
O BG não deve prejudicar o som da fala.


Barriga: Notícia inverídica.


Bastidores: Quem não está em cena. Acontecimento que ainda não foi revelado ao público.


Bloco: Conjunto de notícias, músicas e demais informações situado entre dois intervalos comerciais, nas emissoras mantidas pela propaganda ou institucionais nas emissoras públicas.


Break: Expressão inglesa usada em algumas emissoras para designar o intervalo comercial. 


Briefing: Resumo das instruções transmitidas pela chefia aos responsáveis por um trabalho. Os repórteres geralmente saem para a cobertura de determinado acontecimento com um briefing do caso.


Bater: Falar próximo ao microfone, produzir um som desagradável como uma voz alta com ruído.


Boletim: Breve informativo transmitido pelo próprio repórter sobre assunto abordado em entrevista, ou baseado em informações que não foram gravadas. 0 boletim deve começar com o lide da matéria e conter observações paralelas (ambiente estado de espírito do entrevistado, etc.). Exemplo de boletins noticiosos: Copa do mundo – Olimpíadas – do local de um grande desastre – trânsito - informação do tempo e etc.


Branco: Espaço de tempo em que o ouvinte nada escuta, porque a fala é interrompida. Em matérias editadas, este silêncio é eliminado através de emendas. Ao vivo, não há como evitar a catástrofe. O mesmo que buraco.


Cabeça de matéria: O mesmo que lide. Abertura de uma notícia ou reportagem. É o fato mais importante, destacado logo no início da informação para prender a atenção do ouvinte. 
Geralmente a cabeça é lida pelo apresentador no estúdio. Deve-se evitar sempre sua repetição no texto ou na locução ao vivo que se segue. 


Cabeçalho: Dados que devem constar no alto da lauda: título da matéria, crônica ou editorial, programa, data em que irá ao ar e nome do redator. Os editores devem acrescentar ao cabeçalho o horário em que o material será transmitido e podem acrescentar informações que não vão ao ar, como a pronúncia correta de uma palavra de outra língua.


Cachê: Pagamento eventual, feito a artista, jornalista ou outro profissional, por participação em programa ou por direito autoral.


Cartucho: Chassi que contém fita magnética pronta para entrar em funcionamento, bastando introduzi lo na câmara ou gravador. 


Central: Onde ficam aparelhos e técnicos que recebem os sinais sonoros que irão para o ar. Dela, se fazem contatos com repórteres por linhas telefônicas, viaturas, linhas diretas e estúdios de gravação.
Grava e equaliza, edita e manda para a mesa que porá no ar a matéria.


Chamar o repórter: Atividade do apresentador do programa, quando, no ar introduz uma matéria.


Cabina de Locução: Compartimento a prova de som, onde é feita a locução do programa.
Caco: fala improvisada.


Chamada: Gravação sobre matéria ou programa transmitido várias vezes durante a programação, para despertar o interesse do ouvinte.


Cobertura: (1) Reportagem completa sobre acontecimento importante, no local de sua ocorrência.
(2) Área de atendimento, dentro de contornos prefixados de uma emissora de radiodifusão.


Cobrir: Transmitir evento ou acontecimento.


Cadeia: Conjunto de emissoras de rádio e TV, ligadas a uma mesma empresa ou afiliadas a uma emissora líder.


Cadeia Nacional: Sintonia simultânea de todas as estações de rádio e emissoras de TV para a transmissão de um comunicado oficial. 


Comunicado: Informação oficial de entidade de direito público ou privado.


Contato: Profissional que contata agências e anunciantes, para promover o veículo e vender o tempo para inserções publicitárias.


Co-patrocínio: Forma de patrocínio em que dois ou mais anunciante participa dos custos de veiculação.


Cozinha: Trabalho de reescrever (adaptar, atualizar e condensar) textos.


Deixa: (1) Palavras finais da matéria que indicam ao operador e ao locutor o momento em que outro segmento ou bloco deve entrar. 
(2) Trechos de gravação que constam da matéria editada e que são redigidos no texto para o locutor/apresentador saber quando fala de novo.


Dat: Sigla em inglês de Gravador Digital de Sons. Gravação de alta qualidade em fitas digitais. É semelhante aos cassetes. 


Decupagem: Processo de registro da ordem e da duração das diversas seqüências de uma reportagem gravada. Usada em rádio e TV para melhor identificar a matéria durante a edição.


Decibel: Unidade de medida relativa entre dois níveis de potência. Para medir o som costuma se adotar como ponto de referência a mínima potência acústica perceptível pelo ouvido humano. 
Em aparelhos sonoros de gravação e reprodução são adotadas outras referências, o chamado nível zero, que corresponde à máxima potência conveniente para uma reprodução sem distorções.


DJ: Disc jockey, apresentador de programas musicais.


Dubbing: Processo de cópia de gravação em outra fita ou em outro disco de computador.


Edição: Montagem de uma matéria, que inclui seleção, corte e emendas de trechos da gravação. 
Preparo das gravações originais antes de serem transmitidos, com a supressão de trechos considerados desnecessários ou incompreensíveis. Ela pode ser feita fisicamente, com cortes e colagens na fita, ou digitalmente, no computador.


Edição especial: Produção de um programa em edição diferente das habituais. Quando o Papa João Paulo II visitou o Brasil, a Rádio Itatiaia de Minas Gerais, fez uma edição especial de sua visita, que, posteriormente, foi transformada em disco.


Edição extraordinária: Trabalho radiojornalístico que não estava programado, diante de fato importante e atual. Exemplo: A reforma administrativa assinada pelo presidente. Os atentados acontecidos nos Estados Unidos. Uma edição extraordinária é precedida de sinais sonoros bem marcantes.


Editor: Aquele que faz a edição, que resolve como a matéria vai ao ar, suprimindo alguns trechos, valorizando outros. O editor de um programa se encarrega da sua produção total. 0 mesmo que produtor. O editor de área (política, economia, assuntos internacionais) é responsável pelo trabalho radiojornalístico de determinada área ou setor.


Editor geral ou editor responsável: É a pessoa que assume, para efeitos jurídicos, a responsabilidade total sobre o conteúdo posto no ar pelo Departamento Jornalístico, onde não há diretor na área.


Editorial: Texto opinativo, escrito de maneira impessoal, sem identificação do redator, e que reflete o pensamento do veículo.


Emissora: Empresa que produz e transmite mensagens de comunicação de massa por meio de radiodifusão.


Encerramento: Trecho final de um programa ou de uma matéria. 0 encerramento de uma matéria deve mencionar nome e função do entrevistado e repetir a informação mais importante transmitida durante a entrevista. De novo frisamos: o ouvinte não pode reler o que ouviu.


Efeito especial: Recurso sonoro (vento, chuva, trânsito etc.) produzido pelo sonoplasta.


Equalização: Correção eletrônica de sinais de gravação e de reprodução, para compensar as deformações na intensidade das freqüências, de forma a diminuir a distorção e fazer com que o som reproduzido se assemelhe ao original.


Equalização de linha: Processo de compensação dos sons agudos quando o som é transmitido por linhas telefônicas.


Exclusividade: Cobertura de um acontecimento ou transmissão de uma notícia realizada apenas por uma emissora.


Externa: Programação ou gravação realizada fora do estúdio.


Enquête: Levantamento de testemunhos públicos.


Extra: Notícia que devido à sua grande importância justifica a interrupção da programação, a qualquer momento, para ser transmitida.


Entrevista: Diálogo entre repórter e fonte, sob forma de perguntas e respostas.


Entrevista coletiva: Acontece quando a personalidade atende a imprensa em conjunto, respondendo a perguntas de todos os repórteres.


Enviado especial: Repórter que viaja com a missão de realizar um trabalho radiojornalístico especial, não do dia a dia.


Fechamento: Horário imposto pela redação para o recebimento de matérias para os radiojornais. Nos boletins de notícias, o fechamento ocorre cinco minutos antes de eles irem para o ar.


Fitas de rolo: Fitas de gravação usadas em gravadores de rolo.


Fitas cassete: Fitas de gravação usadas em gravadores do tipo cassete.


Fita magnética: Fita revestida em uma das faces por material magnético que registra ou reproduz os sinais transmitidos pela cabeça do gravador, que variam em freqüência e intensidade.


Flash: Um boletim, dado pelo repórter.


FM: Abreviação de Freqüência Modulada, sistema de transmissão em que a onda portadora, na faixa de 88 a 108 MHz, é modulada em freqüência. 
As transmissões em FM sofrem menos incidência de ruídos e apresentam maior fidelidade de resposta. 
Os carros de reportagem externa são freqüentemente chamados de viaturas de freqüência modulada, por transmitirem nessa faixa.


Foca: Jornalista novato.


Free lance: Ou "frila": Jornalista contratado para fazer um determinado trabalho. Não faz parte do quadro fixo da redação.


Fone: Dispositivo eletroacústico apropriado para a audição individual.


Freqüência: Parâmetro usado para caracterizar a repetição de determinado fenômeno. É o número de vibrações por segundo de uma onda ou corrente alternado, medida em hertz.


Fora do ar: Estação que não está transmitindo.


Fundo: O mesmo que background OU BG. São as músicas, ruídos ou sons de determinados ambientes que servem de suporte para a fala. Sons de fundo.


Furo: Notícia divulgada em primeira mão.


Gancho: Uma razão que justifica a matéria e a torna oportuna.


Ganho: Relação entre a entrada e a saída de um sistema de gravação, transmissão e amplificação medida em decibéis. Um som fraco produzirá também um sinal muito fraco no microfone, que, para ser reproduzido satisfatoriamente, deverá ter seu controle de volume elevado, para aumentar o ganho.


Gillette press: Expressão usada em tom de zombaria para mostrar o hábito de produzir matérias através de recortes de jornais.


Girafa: Suporte de fixação do microfone.


Gravador: Aparelho que converte o som em sinais magnéticos correspondentes, por meio de um microfone ligado a um amplificador. Esses sinais geram variações na intensidade de um campo magnético, e são gravados em uma fita de plástico revestida de uma camada de óxido de ferro, magnetizada em toda a sua extensão. Para reproduzir os sons, passa se a fita por uma cabeça magnética reprodutora, na mesma velocidade usada na gravação. 0 magnetismo armazenado na fita induz oscilações de tensão na bobina do eletroímã da cabeça, produzindo sinais elétricos que são amplificados e reconvertidos em som por meio dos alto falantes.


Hertz: Unidade de medida de freqüência, equivalente a um ciclo por segundo. Ao dizermos 70 Hz, isso significa que a corrente oscila (muda de direção) setenta vezes por segundo.


Imprensa marrom: É a imprensa que vive do sensacionalismo. 


Inserção: Cada uma das vezes em que se veicula um anúncio. Inserção de um trecho de uma gravação no meio de uma reportagem.


Identificação: Texto gravado que deve ser irradiado pela emissora com identificação do nome da empresa, localidade, freqüência e tipo de emissão (OM, OT, OC, FM), além do prefixo.


Institucional: Propaganda que promove imagem favorável de um produto ou instituição. 
O objetivo não é a venda, mas a criação de atitude favorável do público em relação ao que se está anunciando. Associar a empresa a campanhas que favorecem o uso do leite materno. Campanha contra o fumo.


Jabá: Gíria que significa picaretagem no serviço de uma emissora, como por exemplo, à veiculação de notícia ou música a partir de propina ou outro favor qualquer. 0 mesmo que jabaculê.


Janela: Intervalo que se deixa em programas de rádio para a inserção de um ou mais comerciais. Espaço de alguns segundos, deixados num jingle, para a locução.


Jingle: Anúncio musical, Bem feito, valoriza muita a mensagem comercial.


Jogar no ar: O mesmo que pôr no ar, irradiar ou transmitir.


Jornal: Noticiário transmitido pela rádio. 


Jornalismo: Departamento de uma emissora que apura, processa e transmite as informações.


Lauda: Folha padronizada onde é redigido o texto do programa, com as marcações para a técnica.


Levantar matéria: Investigar dados que darão origem a reportagem ou entrevista.


Limpar: Apagar uma fita. 


Linha: Trajetória de envio e retorno de um sinal elétrico que pode ser dotada de amplificadores a intervalos regulares para cobrir grandes distâncias. 


Linha (2): Postura editorial da emissora. 


Linha permanente ou lp: Linha telefônica especial instalada para ligar os locais onde ocorrem regularmente fatos jornalísticos e os estúdios das emissoras.
Ligação direta com órgãos geradores de informação, como Detran, Prefeitura, aeroportos, estádios. 0 mesmo que linha externa, ou LP.


Linha presa: Diz se da linha telefônica que está sendo usada para gravação.


Locução: Trabalho que consiste em se expressar diante dos microfones da rádio, lendo textos. Os DJ. (disc jóqueis) improvisam.


Locutor: Aquele que faz o trabalho de ler textos. O locutor de manchetes fala com voz projetada, enfática, para atrair a atenção do ouvinte; o locutor de comerciais faz somente a locução de comerciais; o locutor esportivo narra competições esportivas.


Manchete: Notícias em destaque no início dos radiojornais ou de cada uma de suas seções, ressaltando, em não mais que uma linha de texto, os aspectos mais importantes ou mais recentes das informações contidas no noticiário que vem a seguir.


Matéria: Resultado de apuração de assunto, já com formato de reportagem ou entrevista.


Material: Dados da matéria em andamento (estatísticas entrevistas). Elementos de matéria pronta (laudas, cartucho).


Mesa de controle: Mesa onde são misturadas as diversas fontes de sons que formam um programa de rádio. Através dela passam os sons dos microfones, dos gravadores, das linhas telefônicas, dos discos ou dos CDs e são controlados os seus volumes. 
Elas geralmente são operadas por um técnico, mas em muita emissora, isso é feito pelo próprio apresentador.


Mídia: (1) Os meios de comunicação de massa. (2) Veículo escolhido para divulgar determinada propaganda.


Microfonia: Defeito de instalação de áudio em que o som dos alto falantes retoma ao microfone provocando forte ruído. Isso ocorre com freqüência em rádio quando o entrevistado por telefone também está ouvindo o rádio e não reduz o volume.


Minicassete: Gravador pequeno que utiliza fitas cassete.


Mixagem: Processo de misturar e combinar várias entradas de som, com a mesma intensidade ou com intensidades diferentes. Mixar é o verbo correspondente.


Mixer: Equipamento que combina sinais de diversas entradas em uma saída comum.


Módulo: 0 mesmo que bloco.


Monitor: (1) Equipamento de alta precisão, usado para verificar a qualidade do som que está sendo gravado, produzido no estúdio ou em externas.
(2) Alto falante instalado nos estúdios de locução, gravação, na sala de controle ou em outras dependências de uma emissora de rádio, para acompanhamento do que está sendo transmitido.


Narração: Exposição oral sobre o fato jornalístico, que precisa ter destaque maior do que opiniões e impressões pessoais. Logo, a narração utiliza mais verbos do que adjetivos. O termo é mais usado com referência a transmissões esportivas. 
0 narrador da partida expressa os lances de um jogador e os movimentos da bola e precisa dar emoção ao que fala. Rádio não é televisão. Nesta última, a pessoa vê. Pelo rádio, precisa ver través do narrador.


No ar: Expressão que significa estar um programa sendo transmitido naquele momento. A lâmpada vermelha acesa na porta de um estúdio indica que o que se fala ali está no ar.


Nota: Pequena notícia, destinada à informação rápida.


Nota de falecimento: Notícia curta, que deve ser lida com respeito, sobre a morte de uma pessoa.


Notícia: Relato de um fato jornalístico, de interesse e importância para a população.


Noticiário: Programa que apresenta notícias. 0 mesmo que jornal falado.


Off: Forma abreviada de off the Record. Informação confidencial, prestada ao jornalista, com a condição de não ser divulgada.


Operador: Técnico que aciona os comandos da mesa de controle para a transmissão do programa.
Ouvinte: Aquele que recebe a comunicação radiofônica. Motivo e fim de todo o trabalho do rádio.


Parábola: Antena refletora usada em links. 


Parada de sucesso: Seleção de sucessos musicais por ordem de vendagem.


Passar informação ou passar matéria: Transmitir, por telefone, matéria gravada à central técnica.
O repórter se comunica, em primeiro lugar, com a central técnica, daí o passar.


Passar um flash: Registrar um flagrante da cidade, de maneira concisa e objetiva.


Patrocinador: Anunciante (empresa, produtor, produto ou instituição que custeia total ou parcialmente a transmissão de programas de rádio).


Patrocínio: Pagamento da produção de um programa de rádio, com interesses institucionais ou publicitários.


Pausa: Interrupção temporária de uma fala ou de qualquer efeito sonoro.


Plugar: Conectar ou injetar som. 


Prefixo: Sigla alfanumérica, determinada pelo Governo Federal, que identifica cada emissora. 


Press release: Texto distribuído por instituição privada ou governamental, com notícia de seu interesse, visando à divulgação gratuita. É preparado por assessorias de imprensa e enviado às redações. 0 mesmo que release.


Programação: Seqüência de programas e intervalos no rádio. 


Propaganda: Conjunto de atividades (criação, edição, veiculação e promoção) destinadas a influenciar o público com relação a: um produto, serviço, marca ou idéia e doutrina. 
Embora muitos considerem sinônimos, propaganda e publicidade, propaganda tem sentido mais abrangente, ao passo que a publicidade significa especialmente a propaganda comercial.


Público-alvo: Parcela da população à qual é dirigida a mensagem. Segmento do público que se pretende atingir e sensibilizar com uma campanha, anúncio ou notícia.


Pauta: Roteiro de trabalho do repórter elaborado pela redação (ou pela chefia de reportagem).


Perda: O volume de saída do som é menor do que o da entrada.


Prefade: Dispositivo que permite ouvir e modular um som antes de ele ir para o ar. É usado normalmente para verificar os níveis de volume.


Picotar: Pequenos cortes seguidos numa transmissão externa. "0 som está picotado."


Pipocando ou estourando: Quando o som, especialmente das consoantes, parece "estourar" porque o locutor está falando muito perto do microfone. 


Pingue Pongue: Perguntas feitas pelo apresentador a um repórter, dentro ou fora do estúdio. Pode ser também uma entrevista baseada em perguntas curtas e diretas, com respostas rápidas.


Povo fala: Uma série de depoimentos curtos de pessoas, obtidas geralmente na rua e editadas em seqüência.


Potenciômetro: Aparelho que permite o controle do volume de graves, agudos, balanço etc.
Quilohertz: 1000 hertz 1 ciclo por segundo.


Radioescuta: Profissional a quem compete levantar informações para a redação e a reportagem, ouvindo outras rádios. 
Ele acompanha o noticiário das emissoras concorrentes ou de outras cidades e as faixas de serviço para coletar informações que possam gerar pautas na sua redação.


Radiojornalismo: Jornalismo veiculado por rádio.


Redator: Profissional que redige notícias, notas, crônicas e editoriais.


Registro: Entrada rápida do repórter no ar, apenas para informar um fato, deixando de lado os pormenores. Nome em Português para flash.


Relatório: Resumo de matéria feita e de informações obtidas em off, que deve ser diariamente apresentado à chefia.


Reportagem externa: A que é realizada fora das dependências da emissora.


Repórter: Profissional que faz reportagem. Função fundamental em emissoras que tenham no jornalismo o forte de sua programação. É a "cara" da rádio.


Serie de reportagens: Matérias independentes relacionadas entre si pelo mesmo tema.


Retranca: Expressão retirada do jornalismo impresso e utilizada para identificar, por meio de uma só palavra, determinada matéria. Serve para identificar as matérias nos roteiros, nos cartuchos ou nos arquivos dos computadores.


Reunião da pauta: Reunião periódica de editores para selecionar os assuntos que serão cobertos naquele dia, ou em determinado período do dia. 


Setor: Área de ação de um repórter. 


Setorista: Repórter, encarregado de cobrir determinado setor: Aeroporto, Câmara Municipal, Bolsa de Valores, Assembléia Legislativa, Prefeitura, Polícia, etc.


Script: Roteiro para gravação ou veiculação de um radiojornal.


Slogan: Frase concisa, marcante, incisiva e atraente que apregoa a superioridade de um produto.


Spot: Comunicação breve em rádio, de 15 a 30 segundos, de mensagem comercial ou institucional. 
Exemplo: - Não deixe de vacinar seu filho no dia 16 de agosto -.


Sugestão de pauta: Assuntos indicados por um profissional da emissora, que podem ser abordados em matéria.


Suíte: Continuidade de um fato jornalístico, com acréscimo de novos elementos que o atualizam.
Som ambiente: Vozes, ruídos e músicas características de um local e que servem de fundo para uma entrevista ou reportagem.


Sonoplasta: Profissional encarregado de selecionar e adequar às sonorizações e efeitos sonoros, editados antecipadamente, gravados ou não, que compõem um programa radiofônico.


Splice: O processo de cortar e depois colar dois pedaços de uma fita para efeito de edição.


Técnica: Conjunto de todas as instalações de produção, gravação, processamento, e reprodução do sistema de controle nas emissoras de radiodifusão.


Texto: Qualquer matéria, comercial ou jornalística, escrita para ser lida no rádio.


Tape: A fita magnética utilizada para gravações.


Teaser: Breve e instigante chamada para promover uma notícia ou um programa que vem a seguir.


Tráfego: Expressão usada nas emissoras comerciais para identificar o departamento que organiza os blocos de propaganda para transmissão.


Unidade móvel: Equipamento instalado numa viatura para a execução dos serviços de reportagens externas.


Unidade portátil: o mesmo que HT e walkie talkie.


Unidade Móvel: Viatura equipada com todos os recursos para realizar gravações e transmissões externas.


Up link: Transmissão de sinais de rádio, em alta freqüência, de uma antena terrestre para um satélite, proporcionando recepção de alta qualidade.


UHF: Sigla em inglês de Freqüência Ultra Alta, de 30 a 300 MHz. 


Vinheta: Mensagem transmitida no intervalo de programas, composta de um pequeno texto, música e efeitos sonoros, de conteúdo variado. Chamada para uma matéria ou programa, campanha institucional, ou comemorações.


VHF: Sigla em inglês de Freqüência Muito Alta, de 300 a 3000 MHz.


Zumbido: Ruído contínuo, de baixa freqüência, semelhante a um ronco.


Leia mais: http://rogeriofaminas.webnode.com.br/news/glossario%20de%20termos%20tecnicos%20da%20radiodifus%C3%A3o/

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