quinta-feira, 26 de abril de 2012

Assessoria de Comunicação

Com o advento de novas tecnologias de informação (internet, smartphones) não há mais como se privar de estabelecer canais de comunicação eficientes. O mundo está voltado para os meios de comunicação e nunca esteve tão fácil atingir o público alvo. Porém, nem toda comunicação tem resultado positivo, por isso é necessário que a mesma seja feita por um profissional competente e dedicado exclusivamente a essa função.

Eis que surge o assessor de comunicação. Nos últimos anos, a ampliação das atividades das Assessorias de Imprensa levou o jornalista a atuar em áreas estratégicas das empresas, tornando-se um gestor de comunicação. Isso privilegiou a integração de outros profissionais – relações públicas, publicidade e propaganda – numa equipe multifuncional e eficiente.

As funções básicas da Assessoria de Comunicação são: promover eventos; fazer materiais de divulgação; montar releases; desenvolver uma relação de confiança com os veículos de comunicação; criar canais de comunicação internos e externos que divulguem os valores da organização e suas atividades; avaliar a atuação da equipe, visando alcance positivo; atender a demanda de seu público alvo.

Ao assessor de comunicação cabe a conexão entre seu cliente/empresa e os assessores de imprensa e consequentemente os veículos de comunicação. Mesmo que a tendência seja para a comunicação integrada, dentro da Assessoria de Comunicação há subdivisões que englobam profissionais para cada área específica, como publicitários, relações públicas, assessor de imprensa e estratégias de marketing. É de extrema importância que o assessor oriente bem seu assessorado sobre como funcionam os veículos de comunicação e quais são suas características, assim suas chances de obter sucesso serão maiores.

Ter um bom relacionamento com os jornalistas dos veículos de comunicação é essencial para valorizar a informação divulgada por eles e gerar mais possibilidades de mídias espontâneas. A seguir, confira a entrevista com a Assessora de Comunicação da Sabesp, Cláudia Garcia Bertoni.

Como lidar com as matérias negativas que, por causa de um único erro, podem destruir um trabalho de anos? O que você faz para reverter essa situação?

Cláudia: Quando surge uma matéria negativa e a Sabesp é realmente responsável pelo fato ocorrido, eu tenho que, primeiramente, entrar em contato com o veículo que a transmitiu. Se o nível de gravidade da matéria for muito elevado, eu preciso ter a conversa pessoalmente, se não, posso apenas resolver pelo telefone. De qualquer maneira, peço para que o jornalista responsável pela divulgação da matéria ouça a versão da Sabesp a respeito do acontecido, ou seja, peço um direito de resposta. Dependendo da matéria, às vezes é melhor nem comentar nada para não piorar a situação, consertar o problema e depois lançar um release falando sobre a solução.

Você ressalta a importância do relacionamento “corpo a corpo”, que é estar presente nos momentos mais necessitados. E você disse que a Sabesp de Lins abrange 82 municípios, como dar assistência a todos? 

Cláudia: Para isso a Sabesp tem cinco gerentes de divisão para as cidades maiores que dão assistência às cidades menores. Nessas cidades menores têm os agentes de informação, que são algumas pessoas que nos auxiliam, mas não são jornalistas. Os agentes de informação são escolhidos pelos gerentes para apenas terem um bom relacionamento com a imprensa e, se o problema não for sério, os agentes ou os gerentes podem resolver o problema sem mim e sem o superintendente.

Hoje em dia a internet vem ganhando cada vez mais força e as pessoas têm preferência por acessá-la a ler um impresso; você falou que o “Jornal Mural” (informativo interno para funcionários da Sabesp) é o veículo mais acessado. Como você explica essa preferência num mundo em que a internet está mais forte a cada dia?

 Cláudia: Na Sabesp, nós não podemos acessar as redes socais, por isso encontramos uma saída com a criação do Sometime, que é uma forma de os funcionários conversarem entre si durante o expediente, e o Jornal Mural. A gente sempre coloca os murais em lugares agradáveis, por exemplo, perto da máquina de café. O funcionário que está o dia inteiro em frente ao computador, estagnado com e-mail, internet, intranet, sometime, telefone e celular corporativo, precisa de uma pausa para recuperar as energias. Sem contar os funcionários operacionais que nem têm acesso ao computador dentro da empresa. Então, eles aproveitam para ir tomar um café, bater um papinho e ler as matérias do mural, sem se preocupar com comentários do tipo: “Ele está matando o trabalho!”. Um atrativo do Jornal Mural é que as matérias são curtas, a fonte é grande e há diversas imagens ilustrativas, o que facilita a compreensão e prende a atenção dos leitores.

O assessor de comunicação é muito mais do que o assessor de imprensa, pois a profissão engloba mais funções. Como o jornalista de hoje deve se preparar para essa função e atender a demanda do mercado de trabalho?

Cláudia: Em primeiro lugar, você deve ter humildade. O jornalista recém-formado tem que estar aberto ao aprendizado com pessoas mais experientes do que ele, não pode ser preponderante e achar que sabe tudo. Você é novo no local, alguém tem que te passar o conteúdo e, nesse momento, você precisa escutar mais do que falar. O mesmo vale para o momento da realização da matéria, o jornalista inexperiente tem que saber ouvir os dois lados, sem fazer um pré-julgamento. Pode ser que isso não mude sua opinião, mas, com certeza, fará diferença na hora de escrever sobre aquele assunto.

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