quarta-feira, 2 de maio de 2012

O Novo Jornalismo da Era Digital

As plataformas digitais criam um novo tipo de jornalismo que tenta se adaptar a um público ansioso por conteúdo interativo e de qualidade.
Por Jonas Júnior

A entrada do jornalismo na plataforma móvel, aquela dos tablets e smartphones, é recente; tentando se adaptar a este novo modelo, os jornalistas contam com a ajuda dos aplicativos e sites mobile, que vêm crescendo a todo instante, mas ainda é preciso muito para que o jornalismo se consolide neste meio.

De acordo com o Professor Doutor Juarez Xavier, jornalista há mais de dez anos, há, antes de qualquer coisa, uma diferença entre os antigos meios noticiosos e a plataforma digital.

Muda-se, por exemplo, a metodologia de suporte, que pode influenciar na leitura. "Uma coisa é você ler o jornal, que tem uma mecânica preparada para que você o dobre e aperte, e outra é ler uma notícia em um tablet". Outra diferença apontada pelo jornalista é a multidimensionalidade da plataforma digital, que oferece diferentes meios de interação com o leitor, tais como gráficos, vídeos e imagens, algo impossível ao jornal impresso.

Em se tratando do texto noticioso, Juarez explica: "É necessário tomar certas medidas técnicas para que o texto no tablet tenha a mesma praticidade que o leitor de um jornal impresso experimentaria com o mesmo". Para o jornalista, deve haver uma conversão de textos na plataforma digital que dialogue entre os textos para mídias "analógicas" e para as atuais mídias digitais.

A praticidade é um das qualidades das plataformas digitais, como o tablet. É interessante observar a dinâmica desenvolvida pelas novas plataformas: apesar de contarem com toda a eficiência de uma notícia da internet, com suas imagens e links, e da praticidade que é oferecida ao leitor, que pode escolher o que ler e quando ler, os textos para as mídias digitais ainda contam com a diagramação e o conceito de paginação, típicos dos jornais impressos.

O jornalista que pretende focar-se nas novas mídias deve se aprofundar e conhecer cada vez mais as especificidades dessa área, além de aprender novas habilidades e adquirir novas competências para aperfeiçoar o seu trabalho, direcionando-o ao público “conectado”.

O jornalismo de terceira geração, como é considerado o jornalismo especializado nas mídias digitais, encontra alguns empecilhos práticos para que se consolide no país, é o que aponta o fotógrafo Guilherme Moraes, 17, usuário ávido das novas mídias: "Alguns fatores fazem com que no exterior as pessoas sejam bem mais conectadas, como o preço dos produtos [tablets e smartphones] e a qualidade da internet móvel, que é ruim no Brasil".

Guilherme, no entanto, é a favor do uso das plataformas móveis. Para ele, além da mobilidade ser um fator favorável, a praticidade também conta: "Com um tablet ou smartphone você consegue levar várias revistas e jornais sem ocupar espaço ou ter que fazer força, é bem melhor que levar pilhas e pilhas de revistas na mochila".

As plataformas digitais estão em constante evolução e é dever do jornalismo acompanhar essa demanda, adaptando-se tanto às novas mídias quanto ao gosto dos leitores.

2 comentários:

  1. Parabéns pelo texto!É esclarecedor e ao mesmo tempo nos dá a sensação de, como professores do Ciclo I ( 1º ao 5º ano) as rodas de jornal trabalhadas em sala de aula logo terão que ser substituídas por aulas na SAI ( Sala de informática)e isso faz lembrar que muitos professores da minha geração ainda são analfabetos digitais.

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  2. BOM TEXTO, muito claro. Parabéns!

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