sexta-feira, 25 de maio de 2012

“Quem não dança segura a criança”

Por:
Adriana Kimura

Léo Maia aprendeu a tocar violão aos sete anos de idade e passou a dedicar-se completamente à música ao largar a faculdade de Direito no último ano. O cantor acredita no poder transformador da música e não viu motivos para continuar o curso após a morte do pai.
O sábado da Virada Cultural bauruense reuniu todas as gerações ao som de Léo Maia no Sesc da cidade. Uma garota de cachinhos quase não chegava à altura do palco, mas não se permitia parar diante ritmo funk e soul. O senhor que estava ali perto tinha seus pés dançando inconscientemente às batidas, envolvido com o espírito jovem e retrospectivo da noite. 

Não só cantando, mas interpretando os sucessos que marcaram a carreira do pai, Léo Maia atendeu às saudades dos fãs de Tim Maia, mas não deixou de trazer seu carisma e estilo pessoais e de apresentar composições próprias. O cantor surpreendeu os espectadores ao pegar o celular de um garoto que falava com a mãe e cantar ao telefone para a senhora. Quebrou-se ali a parede que separaria palco de plateia.

O púbico de mil e quinhentas pessoas acompanhou o suingue que não parou um segundo durante o show de mais de duas horas. O Filho de Tim Maia e primo de Ed Mota honrou as expectativas com seu vozeirão, cantando sucessos como “Primavera”, “Chocolate” e “Gostava Tanto de Você” e, ainda, narrando histórias de sua vida, como a da comemoração de seu nascimento na presença de Cassiano e Paulinho Guitarra.

Os olhos das senhoras sorriam do tom de malandragem de Léo. Cantava pelo canto dos lábios seu sotaque carioca, olhava por debaixo dos óculos escuros e, de quando em vez, tocava as mãos erguidas a seus pés. O artista preencheu cada centímetro do palco com sua presença.
Ao final da apresentação, uma fila se formou à porta do camarim. Uma visita à simplicidade e à simpatia em pessoa. Léo Maia atendeu a todos que o foram procurar com um enorme sorriso no rosto e o ânimo inabalado. Mais uma vez, não havia fã e ídolo, espectador e artista, plateia e palco: Éramos todos bons amigos a festejar.

0 comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...